Mar 20, 2010 - esporte, lugares, negócios    No Comments

Patrocinar uma equipe esportiva é coisa de gente grande

Assistindo ao jogo amistoso entre o time do Santos contra os americanos do New York Red Bulls, que álias terminou 3 x 1 para o time da casa, percebi algo interessante. O jogo foi para inaugurar o Red Bull Arena, nova casa da equipe americana em Nova Jersey. Repare que o estádio leva o nome do patrocinador da equipe. Nesse caso, pelo pouco que conheço desse tipo de negócio, a empresa fica com parte da arrecadação e com o dinheiro dos produtos vendidos ali dentro. Ou algo próximo disso.

Engraçado que o futebol, chamado por eles de soccer, entre todos os esportes americanos, é um dos únicos, senão o único a ter patrocínio no nome do time e na camisa dos jogadores. Veja o tamanho da estampa na camisa da equipe nova iorquina. Daí você pergunta, como então as equipes dos outros esportes ganham dinheiro? E eu respondo, faturam com ingressos, mas principalmente com produtos licenciados.

Os americanos adoram levar uma camisa, um boné, ou uma bolinha autografada para casa!

Por aqui, uma instituição maringaense pagou para estampar o seu nome na camisa do time paraguaio do Cerro Porteño no último jogo contra o Corinthians pela Libertadores da América. Até aí nada demais. Só que essa mesma instituição esqueceu de pagar os canais que transmitiram a partida. Resultado, pouca visibilidade. Sacanagem das redes de televisão nacionais. Não sei do lado de lá como foi!

Se a intenção era divulgação no Brasil, dinheiro criou asaaaaas!!!

Em 1º de abril haverá o jogo de volta, em São Paulo. Tenho certeza que se forem espertos, pensarão outra vez antes de fazer o mesmo. Caso contrário, pega na mentira!

O futebol, assim como muitos outros esportes, virou um grande negócio. Mas para trazer resultados para os patrocinadores, é preciso muito mais do que ter o seu nome na camisa. É preciso pensar grande, como os americanos, ou como a Kyocera que entrou com tudo no Atlético Paranaense. Não faz sentido investir em um único jogo!

A menos é claro, que queiram jogar dinheiro fora!

Por outro lado, o patrocinador pode ser a salvação, mas ao mesmo tempo a ruína da equipe se os termos não forem bem administrados. O moderno estádio curitibano foi palco de jogos onde os donos da casa disputavam partidas para sair da Zona de rebaixamento do campeonato brasileiro, que frequentaram por muito tempo. De que adianta um belo estádio, se o time não colabora?

Futebol, como entretenimento, é um grande negócio!

Estou para fazer uma comparação das torcidas cá e lá. Fica para a próxima! E ahhh, não ganhei nada do ‘touro vermelho’ para escrever este post.

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