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No Comments O Último Mestre do Ar na visão de um expectador
Um crítico de cinema fica tão obcecado querendo encontrar algo para detonar, falar mal de uma película, que acaba vendo apenas o lado ruim de um filme. Criticos de cinema deveriam justamente fazer o contrário. Procurar ver em um filme somente as coisas boas. Tudo bem que algumas coisas são tão ruins que é quase impossível não ressaltar e isso com certeza eu farei.
E quem sou eu pra fazer uma crítica? Sou pura e simplesmente alguém que assiste aos filmes com a intenção de ter um pouco de divertimento, e ao mesmo tempo a satisfação de ver o dinheiro gasto na pipoca e no refrigerante, bem gastos!
Ontem a tarde, com toda a movimentação nas lojas da cidade em torno da Maringá Liquída (o bolso das pessoas), fomos ao cinema. Assistimos tranquilamente, em uma sala 3D juntamente com umas 20 pessoas, ao longa adaptado, produzido e dirigido por M. Night Shyamalan “O Último Mestre do Ar” (The Last Airbender, 2010). Baseado na série animada de televisão que conta a história do retorno de Avatar, o único ser que consegue dominar os quatro elementos Ar, Água, Terra e Fogo, em uma jornada para retomar a paz em seu mundo.
Falando do lado negativo
Tentar condensar uma série em apenas 3 filmes, assim como levar ao cinema um livro, é sempre arriscado. Esse risco não é novidade. Começar o longa com uma narração e letreiro na tela, à la Guerra nas Estrelas, foi um péssimo indício. Falta de criatividade talvez. Pior do roteiro são os flashbacks que seriam desnecessários com um pouco de criatividade na introdução da história.
Durante toda a projeção temos a certeza de que ele não terá um fim. Algumas partes são sem nexo, principalmente na batalha final. Acho até que 1h43 minutos foram pouco, poderia ter pelo menos mais 20 ou 30 minutos para evitar os tropeços na continuidade.
Por azar de Shyamalan Haley Joel Osment completou 22 anos. O ator de O Sexto Sentido está velho para atuar nessa adaptação. Sim, pois o pior desse primeiro longa são os atores mirins. Álias, nenhum grande ator faz parte do elenco. Talvez a cara mais conhecida seja a de Cliff Curtis. Muitos nem vão conseguir ligar o nome ao rosto.
O pequeno Aang, vivido por Noah Ringer, precisa de aulas de atuação para convencer. Daniel “Potter” Radcliffe ganhou um concorrente a altura no quesito péssimo ator.
Pontos positivos
Apesar de tudo, o lado ruim sempre tem o lado bom e “O Último Mestre do Ar” tem sim seus pontos favoráveis. O filme em si é bom. O enredo é interessante e não por acaso foi escolhido para se transformar em filme. As reviravoltas na trama são uma atração, quando dizemos “iiihh, phodheu”. Tem romance, tem intriga, tem batalhas, tem magia, tudo aquilo que os adolescentes gostam.
A produção é recheada de efeitos especiais. Sempre eles, proporcionando raros momentos aos nossos olhos.
Mas o melhor do filme é sem dúvida nenhuma a trilha sonora. As composições de James Newton Howard conseguem prender a nossa atenção. Quando entram as músicas, nos ajeitamos na poltrona com a certeza de que algo irá acontecer.
Howard trabalhou com Shyamalan em outros 6 filmes.
Enfim, é diversão, pura, simples, mas duradoura, na expectativa até o segundo filme!
Se o dinheiro da pipoca foi bem gasto? Considerando tudo, diria que não doeu!
