O que há na TV brasileira

Talvez eu seja exigente demais. Talvez.
Contudo o caso do garoto Sean Goldman ilustra um pouco o que eu quero dizer. A critica feita pela imprensa norte americana de que a midia brasileira exagerou na cobertura do caso, foi revidada com os âncoras nacionais afirmando que os canais daquele país mostraram o rosto do garoto livremente em seus canais. Oras, qual a relação de uma coisa com a outra?
Não adianta querer esconder o problema.
Desde terça-feira temos dois programas se pegando na TV, mas que no máximo, serão de grande utilidade para psicólogos avaliarem o comportamento dos participantes. Isso mesmo. Estou falando dos dois reality shows que fazem a alegria do povão.
Nos finais de semana, os programas ditos ‘de auditório’, saem da toca pra ajudar a reformar casas de quem precisa, alimentando o sonho de muitos brasileiros Brasil afora. Isso é muito bonito e, sorte deles, dá audiência.
Falei do Faustão? Quantos anos no mesmo “bat-horário”?
A televisão brasileira de canal aberto patina tanto na mesmice, que fica difícil encontrar algo de bom para acompanhar. São raros os programas que conseguem aquilo que é o seu principal objetivo, entreter com alguma utilidade. O povo gosta de programas que fazem piada com todo o tipo de situação no estilo “Pânico”. Nada contra, assiste quem quer, gosta quem quer, se diverte quem quer. Não há como negar que em alguns momentos é engraçado. No entanto, agrega muito pouco a vida das pessoas, além de terminar bem o final de semana.
Sei que estou sendo chato. Não quero dizer que programas assim não devam existir, muito pelo contrário. No entanto, espero um pouco mais da televisão brasileira. Culpa da TV paga? Pode ser, mas o povo em geral não tem dinheiro para bancar canais exclusivos.
Nadando em outra raia, vemos a internet. A possibilidade de interação entre o usuário e o conteúdo acessado na grande rede é o seu ponto forte. Fato: a televisão de um modo geral está perdendo audiência para a internet. Através da internet posso fazer doações para instituições que ajudam os haitianos que sofreram, e sofrem com o terremoto. Se a doação chegará lá, é outra história.
No entanto, passados 3 dias, o que a TV fez além de divulgar o acontecimento, enviando seus jornalistas para lá? Claro que precisamos saber o que acontece naquela região. Contudo os canais televisivos podem fazer muito mais. No Brasil o alcance da televisão ainda é muito grande.
Por isso, espero que façam algo mais. Caso contrário, prefiro que fiquem fora do ar.
Imagem: dailyinvention
Engraçado a tv americana criticar a brasileira… Não foi uma rede de tv dos Estados Unidos que pagou o frete do avião que levou pai e filho de volta aos EUA, em troca de uma entrevista exclusiva? Não é lá, naquele país, que se "compra" entrevistas e fotos, transformando o jornalismo em comércio? Não quero dizer que a mídia brasileira está certa. Mas é o roto falando do rasgado. Já no que se refere à tv fechada ou aberta no Brasil… eu desligo a tv e vou ler um livro.
R.: Boa Mandi. Quanto tempo!