música
No Comments Michel Teló agrada gregos e troianos, menos alguns brasileiros
O sucesso que tem feito a música de Michel Teló, “Ai, se eu te pego” no exterior, gera uma certa controvérsia por aqui. Muitos brasileiros criticam toda a pompa dada ao hit que, graças um pouquinho ao YouTube, pegou como chiclete na sola do sapato dos americanos, portugueses, espanhóis, alemães, e até soldados israelenses.
Acho um pouco prematuro a matéria na Forbes comparar o sucesso do cantor com Carmem Miranda. Não que falte talento ao paranaense, muito pelo contrário. Só tenho receio de que ele se transforme, como comenta a própria matéria, em uma outra loira, a Xuxa. O termômetro será o próximo hit em que o cantor abusa da sanfona e batidas dançantes, “Eu te Amo e Open Bar”.
Cantor, compositor e passos de dançarino, Michel tocou muito em Maringá com os grupos Bailanta e Tradição, mas à dois anos decidiu seguir solo. Sempre gostei da proposta dançante das músicas do Tradição, como a música “Barquinho”, composta por Teló.
Sem contar o refrão pega-pega.
Esse refrão pega-pega gerou polêmica em um post escrito por Bruno Medina do grupo Los Hermanos. Perfeitamente entendido por alguns, mas muitos levaram as palavras de Bruno como uma crítica as músicas, ao Teló, e ao próprio neo sertanejo universitário.
Sempre disse e continuo dizendo. Não existe música boa ou ruim. O que existem são gostos musicais. Assim como existem religiões, times de futebol, loira(o)/morena(o), existem estilos musicais que agradam alguns e desagradam outros.
Oras, o mesmo brasileiro que critica “Ai, se eu te pego”, adora dançar por exemplo “Macarena”. E quais seriam as diferenças? A língua? Danza Kuduro ilustra bem o que quero dizer. Depois de gravada por Latino se transformou em “lixo”, mas se viesse do original por Don Omar, seria a alegria das festas dançantes.
Ai, se eu te pego, pegou de primeira e talvez isso tenha desagradado.
Enfim, polêmicas a parte, Michel já tem agendado vários shows no exterior. Que continue com o sucesso, pois talento não lhe falta. Quer ver? Sem preconceito? Ouça “Humilde Residência”. Só por favor Michel, não faça mais em inglês.
Esse é o legítimo Hino do cara ‘quebrado’.