Li essa matéria agora pela manhã, e percebo a semelhança entre Joinville e Maringá. Como afirmei anteriormente, essa última cresce a passos largos. Aproveitando a onda, muitos endinheirados enxergaram nos estudantes uma fonte de renda com aluguel de imóveis. O número de quitinetes construídas extrapola a capacidade de absorção, e agora vemos muitos desses imóveis vazios, faltando uma semana para o início das aulas na Universidade.

Tirando o fato de ter um cantinho só seu, algumas quitinetes desafiam a lei do espaço, são muito pequenas, em algumas a lavanderia é em comunhão de bens entre dezenas de estudantes, e o preço do condomínio nem sempre é convidativo. Além disso, o valor do aluguel é quase o mesmo de um apartamento de 3 quartos.

Isso é um tiro no pé.

Os estudantes preferem dividir, mesmo que seja com estranhos, um apê maior com até 2 a 3 quartos, dividindo assim também as despesas ao invés de ter um quartinho só seu gastando mais. Assim muitas quitinetes ficam encalhadas. Por incrível que pareça, ainda estão construindo muitas em locais próximos aos centros universitários. Os que tinham a intenção de comprar para investimento, estão desistindo.

O preço tanto de imóveis novos, como para aluguel é absurdamente alto na cidade. A tempos as construtoras e imobiliárias exploram essa mina de ouro. A oferta cresce e, enquanto houver pessoas comprando ou alugando, essa mina continuará a crescer. Somente se a oferta for maior que a procura para isso se inverter.

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