Imagem: Himanshu Pandya (via BBC news)
Um comentário nesse post, serviu como motivação para escrever este.
O post fala como seria bom se o carro Nano da Tata Motors viesse ao Brasil com o preço oferecido lá fora, cerca de R$ 5.000,00. O comentário propõe uma mobilização na internet para tentar influenciar os fabricantes à trazer carros baratos aqui para o Brasil.
Daí eu digo que, se fosse vantajoso para eles, o Nano já teria rodado em solo tupiniquim a muito tempo. O problema é que a demanda por carros é muito grande no país. Basta ver que os minicarros ou supercompactos como o Mini e o smart fortwo (assim mesmo, no diminutivo) chegaram com preço igual ou mais caro que muitos carros de luxo, sendo que lá fora são considerados carros populares.
Enquanto o brasileiro for burro o bastante (me incluo nessa), para continuar comprando carros, mesmo não tendo dinheiro, vão aproveitar cobrando o mais caro que puderem. As financiadoras estão ai, crescendo como nunca para provar isso. Ahhh, não me venham com o papinho de que se o brasileiro não consumir as fábricas vão demitir. Alto! As fábricas tem a alternativa de baixar os preços para atrair quem só consegue comprar através de empréstimo, sem precisar demitir ninguém. Mas a sociedade acredita na conversa da redução do IPI e o governo e a mídia colaboram.
Alguém algum dia chamou isso de ‘capitalismo perverso’. A lei da demanda manda no negócio.
Mesmo com um preço absurdo, vemos um monte de carros nas ruas, nas revendas de usados e os novos continuam saindo. Congestionamentos acontecem todos os dias. Falo sobre isso a muito tempo. Se o transporte coletivo colaborasse, e o brasileiro fosse humilde o suficiente para não se importar em andar de busão, seria muito diferente.
É muito chata essa conversa, por isso nem vou falar, por enquanto, dos postos de combustíveis, do transporte coletivo (em Maringá), dos bancos, dos cartórios, das empresas de telefonia, …