Convenhamos que a música não seria nada sem o clipe. A participação de Eric Clapton no violão até ajuda. Entretanto, que me desculpe o Paul, mas é uma musiquinha básica, melancólica. O que faz sucesso é o clipe com participação da Natalie Portman, que é garantia de sucesso em qualquer videoclipe que se preze.
Enquanto estão viajando, de dentro da van, o grupo Nicki Bluhm and The Gramblers tem demonstrado seu talento em vários vídeos postados no YouTube. Durante o que eles chamam de “Van Sessions”, a banda faz covers de Madonna, Beatles, Whitney Houston, Marvin Gaye e, gravado enquanto se dirigiam para San Diego, o mais recente é para a música ‘I Can’t Go For That’ by Hall and Oates que você pode acompanhar após o break,
ooohh, Oh, I can’t go for that !
Comentei várias vezes que fazer sucesso no YouTube é mais difícil do que o Corinthians ganhar uma libertadores. Pois este é one in a million. A banda é formada por Tim Bluhm (marido de Nicki), Deren Ney, Steve Adams, Dave Mulligan and Mike Curry. Já é sucesso na paradinha!
Existem vídeos que nós temos que jogar a toalha e pedir trégua. Pessoas cantando e dançando tentando fazer sucesso na grande rede existem aos montes, e nem por isso conseguem visibilidade. Quantos, no meio de milhares, conseguem se destacar ? Dito isto vamos ao que interessa.
Nicole mora em Nova Iorque, tem 17 anos, adora tocar Ukulele (uma espécie de cavaquinho) e, talvez ela não saiba, canta bem! Começou a postar vídeos no YouTube a pouco mais de 1 mês e repare que as imagens dos primeiros vídeos eram péssimas. Sem nenhum outro tipo de artifício, Nicole usa o banheiro para melhorar a acústica.
O resultado podemos conferir no vídeo para a música “Super Bass” de Nicki Minaj,
O sorriso asiático é encantador. Resta esperar para ver os próximos passos!
Pode não parecer, mas OK Go é uma banda. Quem vê os caras no vídeo clipe, pensa que eles são loucos tentando fazer sucesso no YouTube. Bem, até que eles conseguem. Quem nunca viu o clipe das esteiras? Talvez você ainda não tenha visto, mas pode ser que tenha visto o dos cachorros.
Eles fizeram novamente. Dessa vez resolveram colocar um plano mirabolante em prática. O plano em si era bom, mas colocar em prática deu trabalho. Muito trabalho. Foram 4 meses de produção + 4 dia para gravação.
O resultado você pode acompanhar após o play,
A propósito, se é que isso importa, o nome da música é “Needing/Getting”.
Lançado na última quinta-feira no YouTube, o vídeo dessa semana já tem 4,5 milhões de views. Um grupo, uma cantora, um violão, uma música, transformaram um clipe em viral. Os 4 integrantes do grupo canadense Walk Off the Earth, juntamente com a cantora Sarah Blackwood, interpretam a canção “Somebody That I Use to Know” composta por Gotye e Kimbra.
A canção ajuda muito, mas a interpretação do quinteto está fantástica. Falei que eles, todos, usam um único violão ao mesmo tempo ?!
Fico me perguntando ao assistir esse vídeo, de onde vem tanta criatividade? Deve ser um momento inspirado, único em toda vida.
O sucesso que tem feito a música de Michel Teló, “Ai, se eu te pego” no exterior, gera uma certa controvérsia por aqui. Muitos brasileiros criticam toda a pompa dada ao hit que, graças um pouquinho ao YouTube, pegou como chiclete na sola do sapato dos americanos, portugueses, espanhóis, alemães, e até soldados israelenses.
Acho um pouco prematuro a matéria na Forbes comparar o sucesso do cantor com Carmem Miranda. Não que falte talento ao paranaense, muito pelo contrário. Só tenho receio de que ele se transforme, como comenta a própria matéria, em uma outra loira, a Xuxa. O termômetro será o próximo hit em que o cantor abusa da sanfona e batidas dançantes, “Eu te Amo e Open Bar”.
Cantor, compositor e passos de dançarino, Michel tocou muito em Maringá com os grupos Bailanta e Tradição, mas à dois anos decidiu seguir solo. Sempre gostei da proposta dançante das músicas do Tradição, como a música “Barquinho”, composta por Teló.
Sem contar o refrão pega-pega.
Esse refrão pega-pega gerou polêmica em um post escrito por Bruno Medina do grupo Los Hermanos. Perfeitamente entendido por alguns, mas muitos levaram as palavras de Bruno como uma crítica as músicas, ao Teló, e ao próprio neo sertanejo universitário.
Sempre disse e continuo dizendo. Não existe música boa ou ruim. O que existem são gostos musicais. Assim como existem religiões, times de futebol, loira(o)/morena(o), existem estilos musicais que agradam alguns e desagradam outros.
Oras, o mesmo brasileiro que critica “Ai, se eu te pego”, adora dançar por exemplo “Macarena”. E quais seriam as diferenças? A língua? Danza Kuduro ilustra bem o que quero dizer. Depois de gravada por Latino se transformou em “lixo”, mas se viesse do original por Don Omar, seria a alegria das festas dançantes.
Ai, se eu te pego, pegou de primeira e talvez isso tenha desagradado.
Enfim, polêmicas a parte, Michel já tem agendado vários shows no exterior. Que continue com o sucesso, pois talento não lhe falta. Quer ver? Sem preconceito? Ouça “Humilde Residência”. Só por favor Michel, não faça mais em inglês.