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No Comments Steve Jobs criou mais do que conceitos
Qualquer coisa que venha a escrever sobre Steve Jobs não será novidade para quem vem acompanhando os acontecimentos desde o anúncio da sua morte. Resolvi escrever algo que não foi publicado em nenhum canal de comunicação. Resolvi contar a maneira como ele contribuiu para que eu gostasse de tecnologia.
Uma reportagem da revista Veja me mostrou pela primeira vez um pouco da vida de Steve Jobs. Não me recordo exatamente o ano da publicação, portanto não sei se foi escrito antes ou após a sua volta para a Apple em 1996. Isso ainda nos anos 1990, portanto antes do auge da empresa.
Estilo fora dos padrões
Um estilo de vida totalmente diferente me fascinou. Ia para o escritório de bermuda, chinelo e as vezes descalço, influenciado pelo budismo, ao qual se converteu em sua passagem por países asiáticos. Numa época em que as outras empresas praticamente exigiam terno e gravata. Hoje, qualquer semelhança com muitas empresas do Vale do Silício, como a Google por exemplo, pode não ser mera coincidência. Imagine!
Mas esse estilo, segundo a reportagem, também foi um dos motivos pelos quais o conselho administrativo da Apple resolveu demitir Steve em 1985. Evidente que não foi somente isso. Uma briga interna foi o estopim. Saiu pela porta dos fundos da empresa que construiu e isso derrubaria qualquer um.
Visionário
Jobs queria ver todos em casa com um computador pessoal.
Wozniak, seu parceiro na criação da Apple em meados dos anos 1970, sempre afirmou que o forte de Jobs era suas ideias, mais do que seu poder de criação. Incentivar os outros a aderir as suas ideias, mais do que programar. Essa era a sua fonte de poder. Mas esse poder não foi suficiente no início, quando tentaram vender a ideia para a HP em 1976. Vejam, nem a HP acreditou na ideia. Se tivessem desistido na primeira recusa, talvez demorasse anos para termos computadores em nossas casas.
Não somente aperfeiçoamentos
As pessoas só conseguem enchergar as suas criações. Por isso vejo muitos perguntando “o que ele fez de tão extraordinário para todos estarem falando dele?”. Para entender a importância de Jobs, é preciso ver além. Muito além. É preciso ver a essência de cada gadget criado. Por trás de todos, existe uma base para o futuro da computação. Jobs fez isso no passado, e hoje temos computadores em casa com toda a facilidade gráfica possível.
E fez isso quando lançou o iPhone, levando praticamente o computador em formato de smartphone para nossas casas. Confesso que não tenho nenhum produto da Apple. Não tenho a mínima vontade de ter. Mas mesmo o aparelho android que possuo, não seria o que é, se não houvesse antes dele um iPhone.
Ok, concordo que ele apenas aperfeiçoou o que já existia. Entretanto, não haveria o menor interesse nessas máquinas poderosas, e não haveria android nem Windows Phone, sem que antes ele tivesse idealizado o iPhone. Dizem que o mais atraente no iPhone é a sua facilidade de uso. O mesmo acontece com o iPad. Não é uma criação, é apenas um aperfeiçoamento. Hoje vemos muitos fabricantes tentando bater o iPad sem nem chegar aos seus pés.
Quer um exemplo mais clássico do que o iPod? Todo mundo desdenhou do iPod quando foi lançado e hoje ele virou sinônimo de mp3 player. Deu tão certo, que ninguém duvidou que o lançamento seguinte seria um sucesso. iPhone neles. E antes que o iPad mostrasse suas 10 polegadas, muitos fabricantes já estavam querendo copiar a ideia.
Workaholic
Mais do que seu modo de ser e suas ideias, o que mais me impressionou e influenciou nos últimos anos, foi a maneira como Steve encarava tudo o que fazia. A paixão pelas suas ideias, e como ele levava a fundo tudo o que acreditava. Apesar da insatisfação com o seu modo exigente de ser, o resultado final com certeza compensava todo o sacrifício da sua equipe. Evidente que o jeito workaholic não agrada ninguém, e nem é para tanto.
A maneira de levar até o fim as suas ideias que me impressionaram. Da mesma forma que ele acreditou que teriamos computador em casa, eu acreditei nele e vi que o futuro estava no computador. Isso transformou o rumo de minha vida.
Mas essa transformação, não será assunto para este post.


