cinema, tecnologia
No Comments Avatar é a renovação do cinema
Li e ouvi muitas críticas, boas e más, em relação ao filme de James Cameron durante todo o mês de dezembro. Na tarde do último domingo resolvi tirar a prova dos sete. Devo confessar que muitas das expectativas se confirmaram. Pelo meu ponto de vista, a maioria das críticas estavam certas.
A começar pelo enredo, a eterna luta do bem contra o mal.
Mas vamos esquecer o enredo, esqueça a atuação dos personagens, as armas, conflitos e o romance dos principais protagonistas. Apesar de ser um enredo que não erra, ou seja, que não deixa as pessoas na mão, pois todo mundo gosta de assistir essas coisas em um filme, os mais velhos vão dizer que Avatar peca pela mesmice. Também pudera, à 15 anos Cameron lia o que? Iracema?
Mas e quem disse que a gente liga para o que falam os velhos!? Os jovens gostam dessa fórmula.
Apesar do enredo fraco, o grande atrativo do filme é bem outro. A tecnologia empregada na produção deu tanto realismo nas figuras dos Na’Vi e Avatar, que assistindo ao behind the scenes ficamos mais impressionados ainda. Foi empregada a técnica do Motion Picture – captura de movimentos e expressões dos atores que são transformados em animação.
Absolutamente tudo foi criado com o auxílio de computação gráfica. Toda a beleza do colorido da fauna, da flora e os aspectos geológicos existentes no filme foram criados com a tecnologia. Fica até difícil imaginar que muito do que vemos não existe de verdade.
Entretanto, de nada adiantaria toda a tecnologia empregada, e custosa por sinal, sem o acabamento do 3D. A experiência nova para muita gente, deixa o filme de Cameron com um aspecto que sem dúvida será um marco na história do cinema. Vale a pena pagar um pouco mais para assistir em salas 3D.
E esse será um grande atrativo para que as pessoas saiam de casa para acompanhar na telona. Tanto que eu nem esperei para assistir em DVD. Posso comprar o óculos, mas não tenho uma TV 42′.
A confirmação dessa expectativa ficará a cargo do remake “Alice no país das Maravilhas”. No aguardo!
Imagem: Klardrommar
