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No Comments A mão de Henry
Os irlandeses fanáticos por futebol acordaram com vontade de dar porrada em alguém. E esse alguém atende pelo nome de Thierry Henry. A mão que deu a vaga para a Copa do Mundo 2010 na África do Sul e que deu o que falar na noite de quarta-feira, admitiu que deu um empurrãozinho para a seleção francesa ir à Copa, mas completou afirmando “eu não sou o árbitro”.
Realmente, Henry não é o árbitro. Nem o bandeirinha.
No entanto, seria mais honroso e ganharia a admiração e o respeito do mundo inteiro, admitir que usou a mão no momento em que ocorreu. Agora fica fácil admitir e jogar a culpa na arbitragem. A imagem do jogador ficou manchada. Conseguiu ganhar apenas a admiração dos franceses, porque nem respeito é possível ganhar. Será hostilizado onde jogar.
Não desejo, mas penso até no pior.
Talvez o capitão irlândes Robbie Keane tenha razão, a Fifa não quer a Irlanda na Copa. Nem cogitaram a possibilidade de anular o jogo. Os franceses vão para a Copa, mas levarão essa mão junto. Todos os adversários entrarão com a vontade de ter um escudo dos irlandeses no peito. Estarei torcendo, junto com outros bilhões, para que os Bleus voltem para casa no segundo jogo.
Imagina se isso fosse em uma final da Copa!!!
Deixar o destino de duas seleções nas mãos, ou melhor, no apito de um único cidadão, é inconcebível hoje em dia onde tanta tecnologia está a disposição para tirar dúvidas como essa. Seria tão simples consultar um monitor.
Nunca gostei de Henry. Não pelo gol que fez em cima da seleção brasileira na última Copa, que mandou o Brasil de volta para casa. Nunca gostei do jeito ‘eu sou o cara’ dele. Esperar que ele admitisse o erro após o ocorrido, seria demais.
